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BRASIL, Homem, de 26 a 35 anos, Afar, Livros, Cinema e vídeo
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      A mão Armada                                           

A arma que empunhas

 estraçalha os meus direitos

Rasga o nome que daria aos filhos que não virão.

Petrifica o meu andar na hipotermia das coisas mortas.

 A arma que empunhas

 geme o estampido estúpido.

Talha na carne os sulcos sem misericórdia

faz jorrar a vida em total desperdício. 

A arma que empunhas

despolitiza meus rumos.

tenta pintar a alma incolor

e na arrogância dos enganados

acha que pode coagir

o Deus da minha fé.

A arma que empunhas

lincha nas praças  de todas as cidades

os direitos supra-estatais.

Vomita a impunidade,que sempre retorna

ao próprio vômito.

Esfacela os destinos

e oferece mais uma peça,

para o quebra-cabeça dos vingadores.

A arma que empunhas

ocupa de forma brutal o espaço necessário

faz encurtar o tempo diminuto

desintegra palavras e realizações.

A arma que empunhas

endurece a cervis

torna em máquina a coisa humana.

mais que objeto

vezes pior que fera.

A arma que empunhas

empobrece miseravelmente

o homem de batalha.

Veste as esposas de luto.

Mancha de sangue

o desenho infantil das crianças.

Não legitima a legalidade

desmerece os preceitos da auto-defesa

Sela para sempre

o empunhador

e o apunhalado.

Flávio de Araújo.

Escrito por Flávio de Araújo às 17h54 [ ] [ envie esta mensagem ] []

                                       

        puxa a rede pescador,é tua sina...como quem domina um cavalo pela crina.

Escrito por Flávio de Araújo às 15h35 [ ] [ envie esta mensagem ] []

                                           

Escrito por Flávio de Araújo às 15h34 [ ] [ envie esta mensagem ] []

                                        

Escrito por Flávio de Araújo às 15h32 [ ] [ envie esta mensagem ] []

                                          

                                                

Escrito por Flávio de Araújo às 15h30 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Menina na Praia

                                        

                                                              Menina na Praia.

                                                        Ela sái do mar,parece que voa quando pula as marolas

                                                        e na areia se rola dando três cambalhotas.

                                                         Parece arquiteta quando faz um castelo

                                                         e na areia ela escreve, o seu nome bonito.

                                                         Ela olha pro sol, Ela olha pro mar

                                                         e suspira profundo a beleza do mundo.

                                                         Corre atrás do siri que se esconde na toca

                                                         mas ela não se invoca a procurar o siri.

                                                         Ela olha pro mar e observa os barquinhos

                                                         que com o vento se tornam

                                                         bem mais pequenininhos.

                                                         Ela sente calor e ela corre pro mar

                                                         e na primeira ondinha

                                                         ela mergulha a nadar.

                                                           Flávio de Araújo.

                                                      

                                              

Escrito por Flávio de Araújo às 15h28 [ ] [ envie esta mensagem ] []

                                   

                                          

            Meu remo é a extensão de mim , sou dele seus ossos penetrados de sal.

            Nesse mar de tantos naufrágios sou o que sobrevive,vendo as mãos dos mortos do mar

            convidando-me,mas não retraio, e sigo forte com minhas remadas. 

Escrito por Flávio de Araújo às 15h05 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Via Paraty

http://www.viaparaty.com.br

Classificação:

então, esse site de Paraty sempre é atualizado,fique de olho para ver o que sempre rola na cidade.

Categoria: Link

Escrito por Flávio de Araújo às 14h55 [ ] [ envie esta mensagem ] []

fuga.

 qualquer hora dessas eu me mando,pois a muito sou mandado.

 depois eu vejo as horas, me perco vendo coisas fúteis tidas como sagradas.

 masco chicletes,sem açúcar. tento qualquer esporte sem que se manuseie os ossos.

 Incrível são nossas dores, e dor é uma coisa a se pensar quando é a única opção para se esquecer algo.pescar seria bom,tenho vontade de voar de asa-delta...mas desisto.quero o vôo limpo, com suas propriedades,não o voar artificial feito de metal e tecido  resistente.

 

Escrito por Flávio de Araújo às 14h48 [ ] [ envie esta mensagem ] []

 então gente,só para salientar , estou na programação da off-flip 2006,no dia 11 de agosto,sexta-feira.o evento se chama Conversa de Botequim,meus amigos ficaram indignados:-como é que vc vai participar de evento com esse nome se você é o único na mesa que não bebe? rs...o evento começa as 19 e vái até as 22:30 horas.

Conversa de Botequim 2

Uma noite de leitura de textos e bate-papo entre autores convidados e o público. Como tema, os textos lidos e o processo de criação. Marcelino Freire e Micheliny Verunschk - São Paulo, Paulo Scott - Porto Alegre, Jango Pádua, Jorge Miguel, Flavio de Araújo e José Tadeu Saraiva - Paraty. Mediação de Ovídio Poli Junior.

11 de agosto
19 às 22:30h
a partir das 23hs - Up Cover Band e DJ Antônio
Dinho's Bar
Rua da Matriz, s/n - Centro Histórico
Entrada Franca

 

Escrito por Flávio de Araújo às 15h10 [ ] [ envie esta mensagem ] []

bem, esse pessoal ai sou eu , o grande poeta chacal,poeta Moura e nada mais nada menos que o poeta Caio no evento que rolou no teatro espaço, chamado de Cabaré Literário, que foi um dos grandes marcos da poesia em Paraty.

Escrito por Flávio de Araújo às 20h34 [ ] [ envie esta mensagem ] []

  esse é o logotipo da OFF-FLIP,são uma série de eventos paralelos que acontecem no mesmo dia da FLIP.

Escrito por Flávio de Araújo às 20h09 [ ] [ envie esta mensagem ] []

                                                              se virar virou

                                                          vira

                          a farinha de milho Brasil

                                                               a corozena

           o gibi dos meninos.

                                         se virar

                                          virou

                                         o que cái na água

                        o molhado ficou.


Escrito por Flávio de Araújo às 20h06 [ ] [ envie esta mensagem ] []

                                 cardápio:

                                   hoje 

                             frango do jeito

                           que o quiabo gosta.

Escrito por Flávio de Araújo às 19h55 [ ] [ envie esta mensagem ] []

 o sonho do trinca ferro

    é quebrar a gaiola                           

      com um berro.

 

 

Escrito por Flávio de Araújo às 19h52 [ ] [ envie esta mensagem ] []

OFF-FLIP

http://www.offflip2006.paraty.com

esse é o site da off-flip, circuito paralelo da FLIP (festa literária internacional de Paraty)

estarei no dia 11 de agosto, sexta-feira,num bate-papo com Marcelino Freire,Micheliny Verunschk,entre outros.

 

Categoria: Link

Escrito por Flávio de Araújo às 19h48 [ ] [ envie esta mensagem ] []

o que sei, sei de mim.

     Meu amigo sou um simples verso que não sái da boca de um velho, sei  de mim e não dos outros.

gaguejo meu emblema nas noites que uivam os vira-latas,sei de mim e não dos outros.

trato minha calvície com chapéu de feltro,sou da lua o reflexo que alimenta as histórias dos cancioneiros,

entretando sei de mim e não dos outros.

meu lado é a mão certa,sei de meus caminhos e a fonte que minha sede não se perpetua

jorra águas de meu tempo.

 vou e a febre que me calunia e me distrái.

entretanto sei de mim e não dos outros.      

Escrito por Flávio de Araújo às 19h39 [ ] [ envie esta mensagem ] []

"o amor é uma dor"

Buscar na Web ""

Categoria: Citação

Escrito por Flávio de Araújo às 17h37 [ ] [ envie esta mensagem ] []

estou fazendo um texte no blog, ainda sou um paralelepípedo em relação a internet e seus poderes.
espero contar com a compreensão de todos.

Escrito por Flávio de Araújo às 17h16 [ ] [ envie esta mensagem ] []

O defunto que não ressuscitou

Poesia eleita em 3º lugar pelos jurados no Cabaré Literário da OFF-FLIP 2005.



O defunto que não ressuscitou



Na rua Derly Ellena em ruínas se mantém

O antigo ar pomposo do palácio real

Nas frestas do portão o curioso tem

A imagem de um cadáver a sombra do mau



Onde hibiscos furtivamente cresciam

Abrolhos e mariposas usurparam a beleza

Onde gritos confundem os gatos que miam

No jardim secreto a aranha vira presa



Uma mulher estranhíssima vela à três dias

Aquela que outra fora sua progenitora

Tomada pela loucura curvou a fogões e pias

A mãe condenada aos revezes da filha tutora



O milagre de Lázaro? Faz nos crer...

Ao quarto dia contamos a ressurreição

Sem fé em Cristo não posso conceber

De pedra removida à tampa do caixão.



Tragédia nos sonhos da irmã de Lázaro

O anti-retrato da sagrada família

Pendurado nos escombros, moldura do ávaro

O corpo pútrido ao lado da soberba filha



A ojeriza, a repulsa, o claustro

Condenam ao ato e ao desfecho macabro

Baudelaire, Augusto dos Anjos, Fausto

Nunca sonharam tal sob o candelabro.



A mente turva impõe a cabeça levantada

E aos vizinhos ignora os olhos fixos

O odor, o enxame, a larva debruçada

Causa evidente de seus caprichos



Mulher tola, propensa ao escárnio

Dentro do ventre és igual, tal e qual

Ao mendigo, ao camelô e ao alfandegário

Sem escolha, nua, banguela e mortal.



Mulher geniosa, de tempestiva personalidade

E ai daquele quando ela se zanga

Não adula quem lhe presta caridade

Na perfeita imagem do cão chupando manga.



Compadecia-me dos desgostos da mãe entrevada

Que copiosamente maldizia o cobro dos impostos

Recebia pelo amor e bem sempre a mão cerrada

Arrependida suspirava pela roda dos expostos



Tua remissão não virá das missas laboriosas

Nem das beatas hipócritas que bajulam esta mulher

Nem flagelos, promessas e ofertas dadivosas

Que move a cabeça do indiferente anjo esmoler.



E, tranqüila, como se coberta no santo sudário

Sua malignidade tomasse forma de fiel devota

A mãe recebendo a extrema-unção do velho vigário

E ela admirando as imagens barrocas de terracota.



Mostra-se diante da morte sempre irresoluta.

- cuspa no futuro prato! diziam os velhos coveiros

enfeitando o jazigo com a morbidez impoluta

as escondidas, conta a morte os seus ponteiros.



Mas não a condeno, após o perdão de Jesus

O mesmo Cristo que perdoou os malfeitores

Estende os braços, os mesmos da cruz

Quer abraçar a todos os pecadores.

Escrito por Flávio de Araújo às 16h45 [ ] [ envie esta mensagem ] []