Zangareio de Flávio de Araújo


28/07/2010


realização

Escrito por Flávio de Araújo às 12h53
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picareta cultural na flip 2010

 

informações geraes:

sábado, 7 de agosto, a partir das 20h no venturo's bar

endereço:

rua comendador josé luiz, s/nº - em frente ao margarida café, no centristórico

não tem mistério.

aquele esquemão de sempre: música, cachaça e poesia na cortesia.

a entrada é FRANCA.

more in: 

 

http://www.picaretacultural.blogspot.com/

Escrito por Flávio de Araújo às 12h50
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24/07/2010


 

 

 

Valsa para Borboletas

 

Borboletas são pétalas sem razão de ser.

São escamas de peixes-voadores,

Flexas das muitas cores que atingem o céu.

 

Borboletas são aviõezinhos lançados pelo vento,

são frutas maduras que caem de uma árvore torta

chamada arcoíris.

 

Sei de borboletas porque cresci entre lagartas,

e estas, as lagartas,            

são bichos festeiros e vaidosíssimos:

se borboletam à dançar no baile da vida,

sem jamais pisar nos pés das flores.

 

Flávio de Araújo

Escrito por Flávio de Araújo às 01h18
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05/07/2010


http://eliesercesar.files.wordpress.com/2009/04/foto-livro-futebol.jpg

        LER É GOL!

 

 

Para ser vencedor no jogo da vida

é necessário ter a armação tática dos livros:

Prazer, Dever e Querer Conhecer.

 

É preciso jogar nas quatro linhas:

Na escola ser bom de cabeça,

não estando nunca na linha do impedimento;

 

Matar no peito as dificuldades,

driblando as imposições do mundo;

 

E fugir da marcação cerrada da preguiça.

 

É a certeza que com os livros,

mesmo batendo na trave às vezes,

sempre haverá rebote

ao chute mais forte dos sonhos.

 

Quem lê das drogas tira o time de campo,

Não bate bola com os pernas de pau,

Fintando a catimba da ociosidade e da indiferença.

 

 

 

O Bom leitor faz do livro a bola na marca do pênalti,

ouvindo o coro da torcida enlouquecida:

Olê Olê Olê Olêee!! Leiaaa! Leiaaa!

 

Quem veste a camisa 10 dos livros

faz parte de uma Seleção de craques

aonde Saramago cobra escanteio,

Adelia Prado cabeceia pra Zezito

e Carlos Drummond de Andrade espalma bonito. 

 

Quem lê sabe a regra do jogo. Sempre é convocado.

 Não engole frango (exceto com batatas),

 não entra de sola em ninguém,

 Certo é que no banco nunca é colocado.

 

Quem joga com a chuteira dos livros dá olé!

Pimba na gorduchinha de bicanca senta o pé!

E a torcida sabe que o gol mais bonito

Não é de cabeça, canela ou braço.

E o gol de letra dos livros.

O resto é pular e correr pro abraço!

Pois aquele que lê um livro

Faz um  golaaaaaaaaaaaço!!!

 

Flávio de Araújo

 

Escrito por Flávio de Araújo às 17h19
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17/06/2010


Poeta Arredio

 

Perdoem-me, hoje não sou poeta

A triste ocasião me desnatura.

Hoje o coração é apenas um músculo

Com aurículas e ventrículos.

O vento é o ar em movimento.

A mulher que passa tem um

Hálito ruim.

O mascate e o leiteiro encheram-se

De suas vidas e o cobrador

Nem desistiu de cobrar-me.

Nem venham com essa comiseração

De meia idade

Porque uma coisa

É uma coisa

E outra coisa

É outra coisa.

Perdoem-me, hoje não sou poeta

Nem engraçado

E o amor está mais associado à física

Do que a química.

Porque uma coisa

É uma coisa

E outra coisa

 É outra coisa.

Gargalhem de mim

Se engasguem rindo de mim.

Escarneçam da falta de rima

E circunflexos,

 Do poema barato,

Do desleixo ao barbear-me.

Do intuito de não agradar ninguém.

Porque hoje não sou poeta.

Hoje não sei ser poeta.

A verve subtrai-me a ponto

De não querer sê-lo.

Sinto muito, por hoje

Poeta não sou.

Não varrerei o entulho que se amontoa

Nem polirei os troféus que se enferrujam.

Porque uma coisa é o poema que se cala

E outra coisa é o poeta calado.

É coisa

Sem

Coisa.


Flávio de Araújo

Escrito por Flávio de Araújo às 14h20
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http://blogdoleunam.files.wordpress.com/2009/08/poeta.jpg

 

Você Poeta


Eu quero você poeta

Em sua roupa de cimento.

A coluna de novos tempos

A frase indestrutível.

 

Eu quero você poeta

De coração sacrossanto

Sem vícios de lero-lero

Que saiba volapuque

E que cante em mandarim.

 

Eu quero você poeta

Dando nome

As coisas que não tem.

Amigo do amigo do eremita.

 

Eu quero você poeta

Não desanimando em tristeza

Que  quando alegre não te tornes tolo.

Sempre duvidando dos poetas

Que querem Deus inexistente.

 

Eu quero você poeta

Quando passa babosa nos cabelos

Ou tentando uma nova careta

Para divertimento pessoal.

Quando esfria a comida

Antes de ir para a boca dos pequenos.

Ou quando espanta um inseto

Dentro do mosquiteiro.

 

 

Quando expele resignação

A desfavor da maioria errada.

Quando reivindica as leis

Que o protegem de ser alguém na vida.

Quando toma café com farinha de milho

E quando o choro é mesmo inevitável.

 

Quando cheio de contas a pagar

Não esmorece diante do amanhã,

Mesmo não lhe pertencendo

O dia de hoje.

 

Eu quero você poeta

Mas não deixe que a rima o domine.

Seja livre para criticar o sistema do país.

Mas não seja rude com as mulheres,

Elas merecem as melhores rimas.

 

Enfim, eu quero você poeta

Para que me diga que raio

De serventia se presta

Essa gente que escreve sobre tudo.


Flávio de Araújo

 

 

 

Escrito por Flávio de Araújo às 13h49
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http://www.mmsjc.com.br/_images/_box_17.jpg

 

Alôito na Peixaria

Para minha avó Dinah

 

Moro em parati

embora lula presidente

aqui quem manda é o polvo

fruto do mar é a gente.

 

Gosto de perna de moça

Sai de banda baiacu

Olhudo eu mostro linguado

Mando lamber sururu

 

Visto casaco de ferro

Toco meu cação viola

Não sou de fugir da arraia

Sou cascudo feito santola

 

Quero ser seu namorado

Não fique assim tão bicuda

Venha cá maria mole

Meu cação anjo te ajuda.

 

Pindá pra mim seu gudião

que bate qual cação martelo

não sou mais siri cagão

feito marlim do amarelo

 

Peragica um pouquinho

Deixa eu ficar mais bonito

Seu coração vou robalo

Com o terno do João Zé gonguito.

 

Mira não vá embora

Pela trilha da baquara

Se for leve meu galo

Minha espada na bandola.

 

Vamos andar de chicharro

Dançar na salambiguara

Depois chame seu sargo

Pra cavalgar de cavala

 

Minha bela prejereba

Só pra você tiro o xaréu

Nesse teu olho de boi

Pregoaí meu coração no céu.

 

Em terra de Corcoroca

Quem tem escama é peixe-reis

Peixe agulha não se invoca

Em malha de fio japonês.

 

Eu sei que sou carapau

Um mero cabeça de bagre

Mas não cangulo desaforo

De porco nem roncador

 

Não vá ouvir imbetara

Que dona cambeva falou

Ela só faz sororoca

De peixe trabalhador.

 

Vá pra minha casa

Guivira à esquerda

Vendo a casa do tainha

Tu cambira pra direita

 

Pergunte pra dona caranha

Onde mora tal pescador

eu tiúna pampo pampo

Tô com saudade canhanha!

 

Moro em parati

Embora lula presidente

Aqui quem manda é o polvo

Fruto do mar é a gente.

 

Flávio de Araújo

 

Obs. Todos os nomes em negrito correspondem a peixes,

moluscos e crustáceos geralmente encontrados

nas peixarias de Paraty.

Escrito por Flávio de Araújo às 13h38
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29/04/2010


A viagem de trem

 

Quero viajar de trem

Conhecer o mundo inteiro

Num trem não muito veloz.

Quero muito viajar de trem

Cortar os campos e rios

Acenar para o sertanejo risonho.

Lamber o vento no rosto.

Quero viajar de trem

Quero viajar de trem

Num trem não muito veloz

E ver o gado fugir

Descer a serra e subir

E ver a gente mineira

Saltar na outra estação.

Porque de trem é melhor

De trem a vida se enxerga

E a vida custa a passar.

Quero viajar de trem

Numa viajem pra bem longe

Vendo o sol se apagando

E a lua correndo atrás da gente.

Mas só se for de trem

Num trem não muito veloz

Num trem que leve a todos

Os que não quiserem ficar.

Porque de trem fica fácil

De trem o mundo demora

E a vida custa a passar.

 

Flávio de Araújo

Escrito por Flávio de Araújo às 16h50
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10/03/2010


Bem gente, esse é meu livro, você pode pedir por e-mail : flaviopty@hotmail.com

que já sai autografado (rs), também por cel: 24 99628138

também aceito depósito em conta bancária ag. 1645 c/c 6537-4

tô vendendo o peixe com rede e tudo.

 

Escrito por Flávio de Araújo às 12h40
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22/12/2009


somente três seres sobrevivem à um ataque nuclear:

as Baratas

os escorpiões

e os imbecis.

Escrito por Flávio de Araújo às 15h15
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21/12/2009


Fritura faz mal a saúde.

Duvida?

Então enfie a mão no óleo quente e comprove.

Escrito por Flávio de Araújo às 21h25
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16/12/2009


           

Um Sábio lhe dirá três ou cinco conselhos para o bem viver.

Mas a estupidez de um homem pode lhe ensinar mil coisas.

 

Flávio de Araújo

Escrito por Flávio de Araújo às 23h40
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Meia Verdade e Dez Centímetros de Papel Higiênico

Fazem Toda a Diferença

 

Flávio de Araújo

Escrito por Flávio de Araújo às 23h35
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Todo Segredo Deve Ser Guardado.

Exceto os que juramos não contar a ninguém.

 

Flávio de Araújo

Escrito por Flávio de Araújo às 23h31
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          Extra! Extra!

Cientistas desenvolvem um eficaz medicamento

 contra a corrupção na prole dos ratos.

Os testes estão sendo feitos em políticos de laboratório.

 

                                          Flávio de Araújo

Escrito por Flávio de Araújo às 23h27
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